Diálogos Literários entre a África e os E.U.A. no Despertar dos Nacionalismos Africanos




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Sinopse:

Os textos africanos e afro-americanos em diálogo são conversas do eu e desvelam uma memória literária, reveladora de cumplicidades que esbatem os limites culturais e disciplinares. Os discursos das diásporas africanas modernas permitem uma diagnose da imbricação cultural entre a Europa, a África e as Américas, também esclarecedora dos nacionalismos africanos. O presente texto escuta e mostra os diálogos artísticos transatlânticos dos movimentos New Negro, Harlem Renaissance e Jazz Age, bem como levanta uma linha de líderes políticos afro-americanos, de Frederick Douglass a Martin Luther King, tratados em contraponto comparatista com as figuras de Nelson Mandela e de Eduardo Mondlane. O longo caminho para a liberdade de que fala Mandela, bem como os esforços da sucessão política apontada vêm iluminar a realidade de Barack Obama. O trabalho efectuado sobre este corpus literário autobiográfico, proferido por identidades fronteiriças, frutos de culturas em contacto, é potenciador de acção pedagógica no tempo contemporâneo, perante os desafios da pós-colonialidade, por contrariar gestos culturais essencialistas.

Índice:

Agradecimentos
IMAGEM
Leitura da Imagem Afro Emblems
INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I
O Diálogo Textual de um Ditado Xhosa no Texto Autobiográfico
de Nelson Mandela com o Poema «The Negro Speaks of Rivers»
e The Big Sea
ou
A voz dupla de Exú¬¬ Elégba
1. Especificação e Fundamentação do Corpus de Trabalho
2. O Ditado Xhosa no Texto Autobiográfico de Nelson Mandela
2.1. A Cadeia de Transmissão Oral a Sul do Sara: contar, viajar e lutar
2.2. A Viagem Discursiva do Ditado «‘Ndiwelimilambo enamagama’»: da tradição oral xhosa para o discurso contestatário da modernidade sul¬ africana
3. «A Vida é um Rio que Temos de Atravessar»: um interveniente oral do Benim na zona dialogante em estudo
ou
As Simbioses de Exú¬ Elégba e do seu Amigo Macaco
4. «The Negro Speaks of Rivers»: falar e conhecer rios
ou
uma voz que “canta” Blues
4.1. «The Negro Speaks of Rivers» em The Big Sea
5. The Big Sea: an Autobiography
5.1. A Reescrita Moderna da Tradição Mítica Religiosa
5.2. A Viagem a África: visita de um lugar vivido na imaginação

CAPÍTULO II
Vozes de Harlem em Francisco José Tenreiro e em Noémia de Sousa em Contraste com Ruy Duarte de Carvalho: Os Diferentes Discursos da Nação Moderna
1. Justificação do Corpus de Trabalho e Objectivos da Análise
2. O Movimento Modernista Harlem Renaissance
2.1. Do Modernismo: vozes negro¬ americanas de Harlem em Francisco José Tenreiro e em Noémia de Sousa
3. Ruy Duarte de Carvalho: a nação da cor da terra
3.1. O Paradigma Épico nos E.U.A.
3.2. O Paradigma Épico em África
3.3. Ruy Duarte de Carvalho e as Vozes de Harlem: uma conversa de diferentes lugares sobre a mesma terra
3.4. Interpretação de «Noção Geográfica»
3.4.1. Preposição – voz «off»
3.4.2. O Pastor
3.4.3. O Herói
3.4.4. O Rei
3.4.5. A Mulher
3.4.6. O Feiticeiro
CAPÍTULO III
Na Diáspora dos Textos: A Autobiografia Afro¬ Americana e as Escritas Autobiográficas de Nelson Mandela e de Eduardo Chivambo Mondlane
1. As Escritas Modernas de Narciso nos E.U.A.: uma incursão pluriétnica
2. A Tradição Autobiográfica Afro¬ americana: as escritas do eu enquanto diagnose social, cultural e política
2.1. Harriet Jacobs e Frederick Douglass: duas narrativas de fuga marcadas pelo género humano
2.2. Frederick Douglass na Linha de Líderes Políticos Afro¬ americanos: Booker T. Washington, W.E.B. Du Bois e Marcus Garvey
2.2.1. A Tradição Etiopianista na Construção do Messianismo Contestatário
2.3. A Continuidade Contemporânea da Linha Política em
Diáspora: Martin Luther King e Malcom X no Texto
Autobiográfico de Maya Angelou
3. O Texto Autobiográfico Afro¬ Americano em Contraponto com as Autobiografias de Nelson Mandela e de Eduardo Mondlane: diferentes figurações de Narciso
3.1. O Nome Individual na Narrativa de Escravos Afro¬ Americana
3.1.1. Harriet Ann Jacobs e Frederick Douglass: o apagamento do nome e a dupla aniquilação do feminino na sociedade patriarcal escravocrata
3.2. A Sobrevivência do Nome nas Autobiografias de Nelson Mandela e de Eduardo Chivambo Mondlane

CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA

Detalhes:

Ano: 2010
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 262
Formato: 23x16
ISBN: 978-972-772-965-4
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