Teatro e Tecnologia

Criação, produção, receção. Do deus ex machina ao teatro virtual




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Sinopse:

Nos dias de hoje as tecnologias estão a mudar a maneira como experienciamos o mundo. Com a crescente virtualização da experiência é oportuno que nos interroguemos sobre qual será o papel do teatro nas sociedades contemporâneas. Com o público cada vez mais online será que as artes performativas conseguirão manter a sua presença no contexto da oferta cultural generalizada? Embora lidemos com este fenómeno imbuídos de algum receio e estranheza, é certo que a tecnologia sempre esteve presente (e por vezes muito acentuadamente) no teatro. A análise das transformações que a mesma proporcionou é o objeto desta obra. ********************************************************* "As organizações artísticas e culturais dispõem cada vez mais de diversos instrumentos de comunicação online com os seus públicos. Instrumentos esses que, propondo novas formas de relação, procuram dar resposta às possibilidades de encontro entre artistas, instituições e os seus públicos. Se a resistência às mudanças no palco resulta de legítimas opções artísticas, a resistência na utilização das tecnologias da comunicação como forma de chegar a públicos alargados, só pode resultar de um certo conservadorismo, de desconhecimento, ou, de decisões erradamente perspetivadas."

Índice:

INTRODUÇÃO


PARTE I – DO LADO DO PALCO
Capítulo I – Origens e essência do Teatro.
1.1.A ontologia do teatro: festa, participação, ritual
1.1.1. O teatro grego: uma ideia de participação, conhecimento e comunidade...
1.2. O espaço teatral grego: a arquitetura do Teatro grego
1.3. As primeiras tecnologias: o periaktoi e a ekkyklema
1.3.1. O aeorema – ou mechane, ou deus ex machina...
1.3.2. A máscara grega
1.3.3. A máscara grega: da sua dimensão ritualista à sua função teatral
1.3.4. A arquitetura do anfiteatro grego e o papel da máscara.
1.3.5. A máscara como instrumento técnico e como prótese

Capítulo II – A maravilhosa máquina do Barroco
2.1. A tecnologia do teatro barroco: complexidade, espanto e exuberância
2.1.2. O teatro barroco de Drottningholm (1766)
2.1.3. O público do Drottningholm
2.2.A crítica do barroco: Richard Wagner e o conceito de Obra de Arte Total
2.2.1. O Bayreuther e o espaço de representação Wagneriano

Capítulo III – As tecnologias do som e da iluminação
3.1.O som no teatro. A realidade sonora enquanto dispositivo de produção de sentidos e sensações
3.1.1. O papel do desenhador de som (sound designer)

Capítulo IV – A cena cheia de ecrãs
4.1.As primeiras experiências multimédia: de Marinetti a Svoboda
4.1.1. A revolução da imagem
4.1.2. A Laterna Magika de Radok e Svoboda
4.1.3. Quando atores e imagem se juntam num palco
4.2.Um teatro que começa a sair de si próprio
4.3.Teatro e cinema
4.4. Para quem falo agora na ausência de um corpo?
4.4.1. Patrícia Portela: A coleção privada de Acácio Nobre – 2010
4.4.2 João Garcia Miguel: Mãe Coragem – 2011
4.4.3. Teatro Praga: Sonho de Uma Noite de Verão – 2010

Capítulo V – O Teatro Virtual.
5.1.O Teatro Virtual e a questão da imersividade: ilusão, simulação, imersão 85
5.2.Shakespeare encontra a tecnologia
5.3. Estará o teatro orgânico em risco?
5.4. O problema do corpo: o corpo e seus acrescentos enquanto estruturas performativas na obra de Stelarc
5.4.1.Um corpo em transição
5.4.2. Estará o corpo obsoleto?
5.4.3. O abandono do corpo e o fim do humano?
5.4.4. O pós-humano
5.4.5. Depois do corpo, ou um outro corpo?

Capítulo VI – O teatro e as suas mediações sonoras e visuais
6.1.A mediação através do som: do teatrofone ao teatro radiofónico
6.1.1. O teatro e a rádio
6.1.2. O teatro radiofónico: a rádio como único meio no qual os atores são invisíveis para a audiência
6.1.3. O teatro e a rádio em Portugal
6.1.4. O teatro radiofónico e as suas origens no palco
6.1.5. O declínio do teatro radiofónico
6.2.A mediação através da imagem: do palco ao ecrã de televisão
6.2.1. O teatro e a televisão em Portugal

Capítulo VII – Estudos de caso
7.1. A “máquina de cena” do Teatro Nacional de D. Maria II
7.1.1. Historial da reconstrução
7.1.2.Um palco sofisticado em Lisboa
7.2.Um espetáculo nas entranhas do Nacional
7.3.As novas ferramentas tecnológicas
7.3.1. Creation Tool. Uma ferramenta de anotação em tempo real.
7.3.2. Como funciona a Creation Tool?
o potencial desta ferramenta do ponto de vista da criação teatral?
7.4.Os projetos desenvolvidos no âmbito do LANTISS (Laboratoire des Nouvelles Technologies de l’Image, du Son et de la Scéne)
7.5. Ferramentas digitais de apoio à criação e produção
7.5.1. BlackTrax
7.5.2. Drama
7.5.3. Rekall
7.5.4. Rehearsal
7.5.5. Stage Write 7.5.6. Theatre Blocking
7.5.7. Wisiwyg – Design
7.5.8. SET – Simulated Environment for Theatre
7.6.Robert Lepage: teatro e tecnologia; intimidade e poesia.
7.6.1. O homem antes da tecnologia
7.6.2. A diversidade do trabalho criativo de Robert Lepage
7.6.3 Robert Lepage e a tecnologia: um novo processo, não um fim em si
7.7.Uma tecnologia em cena: o telefone. O telefone de Cocteau: o adereço banal das peças modernas
7.7.1. Presenças do telefone na literatura da época
7.7.2. O telefone em A Voz Humana

PARTE II – DO LADO DO PÚBLICO
Capítulo VIII – O público
8.1.O que é o público?
8.1.1 O público teatral: o teatro como experiência do público
8.2.O público mediatizado
8.2.1. Mediação e mediatização
8.3. A internet: da Web 1.0 à Web 2.0; os conteúdos gerados pelo utilizador; a publicação e partilha
8.3.1 As comunidades virtuais e as comunidades portáteis
8.3.2. As comunidades online e o conceito de democraticidade
8.3.3. Nativos digitais: os jovens e a internet
8.4. Crítica da internet: a internet está a matar a nossa cultura?
8.4.1 O ponto de vista de Keen: a hora dos amadores chegou e a audiência tomou conta do espetáculo
8.4.2 Um mundo de macacos infinitos com infinitas máquinas de escrever
8.4.3. O culto do amador
8.4.4. A morte da cultura
8.4.5. O fim da ideia de verdade
8.4.6. Quando marca se confunde com conteúdo.
8.4.7 A “democratização radical” e o fim da indústria
8.4.8 Criação de valor e legitimação do roubo
8.4.9 Web 2.0: Big Brother is watching you
8.4.10 O que fazer então?
8.5 Estará a internet dos nossos dias a matar a nossa cultura? Não! Mas está certamente a mudá-la
8.6.Como é que um jovem nativo digital experiencia o teatro ao vivo?
8.6.1 Ir ao teatro na era da internet
8.6.2. O que é que o público espera encontrar no teatro ao vivo que não encontra na internet?
8.6.3. Criadores, mediadores, consumidores: quando a ordem dos fatores se torna arbitrária
8.6.4. Entre real e virtual
8.6.5. Do digital
8.6.6. Da arte
8.6.7 Do público

PARTE III – DO LADO DAS ORGANIZAÇÕES

Capítulo IX – As organizações culturais e o digital
9.1 O caso do Reino Unido: o relatório NESTA
9.2 As organizações teatrais e o digital em Portugal
9.3 Estratégias para o desenvolvimento de audiências utilizando os meios digitais e a interação das redes sociais
9.4 Os casos específicos do METLive, NTLive e TAT
9.4.1 The Metropolitan Opera (MET) – a conquista de novos públicos globais
9.4.2 O National Theatre Live
9.4.3 O digital como dimensão de tudo: uma nova forma de conversação e de conversão; a estratégia digital da TATE e a ativação de públicos

PARTE IV – EM CENA
Capítulo X – As tecnologias na criação artística: uma experiência pessoal. 203
10.1 Desafios, vantagens e contingências
10.1.1 Senso (2005)
10.1.2. Oleanna (2009)
10.1.3. A Senhora de Sade (2008)
10.1.4. A Voz Humana (2011)
10.1.5. Antigono (2011)
10.1.6. O Pássaro de Fogo (2015)
10.1.7. Quarteto (2016)
10.1.8. L’Isola Disabitata (2016)
10.1.9. Morte de Um Caixeiro Viajante (2018)

CONCLUSÕES

BIBLIOGRAFIA


* * * * *


AUTOR:

CARLOS MANUEL PIMENTA é doutorado em Ciências da Comunicação (comunicação, arte, cultura e novas tecnologias) pela ECATI | Universidade Lusófona. Curso de Gestão das Artes | Instituto Nacional de Administração – com Joann Jeffri – Columbia University. Curso de Fotografia Ar.Co. Foi bolseiro do Governo Francês na Opera de Paris.
Foi membro, entre 1979 e 2001, da Companhia do Teatro Nacional D. Maria II. Como encenador dirigiu mais de três dezenas de espetáculos (teatro, opera, bailado) nos principais teatros do país.
Além da atividade artística, tem desenvolvido também atividade no domínio da gestão cultural, consultoria, formação e docência universitária.
Nos últimos anos tem-se dedicado ao estudo e investigação das relações entre as artes, a cultura e a tecnologia.
Foi membro fundador e primeiro presidente da GDA.
Em 2004 foi distinguido pelo Governo Francês com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras.

Detalhes:

Ano: 2022
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 266
Formato: 23x16
ISBN: 9789895661398
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