“Queria dedicar este disco à minha namorada”

Cultura, Política e Programação na Rádio




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Autoria: Rogério Santos

Sinopse:

O livro tem capítulos sobre os três primeiros presidentes da Emissora Nacional (António Joyce, Henrique Galvão e António Ferro), a defesa do início das emissões regulares da Emissora Nacional em 2 de abril de 1934 (e não em agosto de 1935), a censura a partir de frase usada em Rádio Clube Português Entregar os Textos 48 horas Antes da Emissão, Como Está Regulamentado, o caso dos jornalistas António Cartaxo e Jorge Ribeiro em litígio contra a BBC onde trabalhavam na secção portuguesa e uma análise política e documental detalhada do movimento das rádios livres. ¶ Em grande parte do período aqui apresentado, a rádio é um meio de comunicação de registo efémero, com o emitido a perder-se no momento da emissão, pelo que o número de registos guardado para memória é reduzido se comparado com a imprensa e a televisão. Mas, por outro lado, a rádio, antes das redes sociais na internet, foi o meio que mais contactos pessoais possibilitou. ******************************************************** Os discos pedidos incidiam fundamentalmente sobre a gravação de editoras nacionais, como a Rádio Triunfo, com catálogo impressionante já na década de 1950. A música ligeira que nascia a partir de 1947 do Centro de Preparação de Artistas da Rádio, da Emissora Nacional, reconhecia-se nas edições da Rádio Triunfo e alimentava os programas dos Serões para Trabalhadores na Emissora Nacional e noutros programas nas outras estações. Os programas de discos pedidos são geralmente patrocinados por uma marca, obrigando-se o ouvinte a citar uma frase de promoção dessa marca.

Índice:

Introdução. “Queria dedicar este disco à minha namorada”
Teorias e oralidade

Capítulo 1 O tempo e as vontades (1924-1989)
Pioneirismo (1924-1934)
O peso da estação oficial (1934-1949)
Período desenvolvimentista (1949-1963)
Emissão contínua (1963-1968)
Concurso de rainhas e reis da rádio (1951, 1961)
Rádio nova (1968-1974)
Da revolução às rádios livres e legalização destas (1974-1989)
A jeito de balanço: tecnologias e política

Capítulo 2 Os três primeiros presidentes da Emissora Nacional
António Joyce
Henrique Galvão
António Ferro

Capítulo 3 “Entregar os textos 48 horas antes da emissão, como está regulamentado”
O papel do Estado na configuração da rádio portuguesa
Níveis de censura
Medo e autocensura. Casos de Matos Maia e Humberto Delgado
Despedimentos: Página 1
Encerramento e luta pela liberdade através da música
Caso Homem Cristo na Emissora Nacional
Caso Jacques Ploncard d’Assac no programa A Voz do Ocidente
Caso António Cartaxo e Jorge Ribeiro na BBC
Empastelamentos

Capítulo 4 Rádios livres: “Nunca tantos falaram tanto”
Análise política
Decisões concursais
Perfis de rádios locais

Bibliografia


* * * * *


AUTOR:

ROGÉRIO SANTOS, licenciado em História e mestre e doutor em Comunicação, foi responsável de comunicação nas empresas Telefones de Lisboa e Porto e Portugal Telecom (1983-2001) e docente na Universidade Católica Portuguesa (2002-2016). Aqui, foi professor associado e coordenador da área científica de Ciências da Comunicação. Lecionou nomeadamente Teorias da Comunicação, Públicos e Audiências, Sociologia dos Media e História dos Media. No presente, é investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura, da mesma universidade. Tem escrito sobre jornalismo, media e história das telecomunicações e da rádio.

Detalhes:

Ano: 2022
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 172
Formato: 23x16
ISBN: 9789895661671
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