Arqueologia, Património e Museus

Meio Século de Intervenção Cívica e Cultural




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Autoria: Luís Raposo

Sinopse:

Neste volume condensam-se textos de intervenção cívica e cultural – dimensão em que Luís Raposo se afigura ser único, pela longevidade e regularidade em que o fez, e faz, com espírito crítico e total independência em relação a todos os poderes e grupos. Textos pessoais, mas profundamente conectados com o movimento associativo dos sectores envolvidos, de que o autor é reconhecido dinamizador. Textos dotados de acutilância que repetidamente indispôs políticos, altos dirigentes e até alguns dos seus pares… mas textos de enorme, de atordoante coerência. ¶ Três grandes domínios compõem este percurso de vida: Arqueologia, Património e Museus. A soma dos três dá lugar a algo que a todos transcende e faz a singularidade deste volume: um fresco de época, construído ao sabor das vagas que agitam a vida pública, um panorama indispensável a todos os que se interessem por cultura e ciência ou, mais amplamente, aos que almejam melhor compreender a história recente do nosso País e da sua inserção na Europa e no Mundo. ¶¶ [FERNANDO MÃO DE FERRO] ********************************************************** “Sou e sempre fui um defensor de um Estado forte, regulador do bem comum, combatendo o engano do chamado ‘liberalismo’ político, herdeiro do sistema oitocentista de baronetes. Dito isto, considero também que a verdadeira democracia só existe quando as pessoas, individualmente consideradas e em grupo de interesses comuns, ou seja, as pessoas feitas cidadãos e as associações que constituam, tomam em mãos as suas causas, actuando de forma totalmente independente do Estado e sobretudo do seu aparelho, controlado pelos Governos e pelas lógicas da subserviência para garantia de lugares. ¶ Por isso, também na área do património cultural, entendo que a 'idade adulta' só existirá quando tivermos pessoas livres no pensamento, na palavra e na acção. Às vezes, a condição de cidadão militante da causa patrimonial, máxime de dirigente associativo, conduz a ter de prescindir, ou simplesmente retirar do expectável como projecto de vida, o desempenho de cargos oficiais, a frequência de salões sociais e o benefício das mordomais que de ambos decorrem. Paciência. É a vida. E a vida é tanto mais bela quanto mais livremente a vivermos.” ¶¶ [“A Idade Adulta do Património”, PÚBLICO, 6.9.2021]

Índice:

Apresentação

Arqueologia
1971 O Estudo da Pré-História em Portugal

1971 Um passado sem futuro? O muito que falta em Portugal à arqueologia e aos arqueólogos

1972 No Museu Nacional de Arqueologia, um grupo de estudantes a continuar a obra que iniciaram. Reportagem

1980 Plano Nacional de Trabalhos Arqueológicos

1981 Arqueologia: um ano de crise… de crescimento?

1988 A Arqueologia em Portugal – um futuro por desenhar

1989 A Arqueologia em Portugal, hoje. Depoimento
1989 Arqueologia, património e investigação: Algumas reflexões para um debate necessário

1991 Sua excelência equivocou-se

1992 A Arqueologia portuguesa na hora da mudança: Algumas reflexões para que nem tudo fique na mesma

1992 Elogios envenenados
1992 O ‘Verão quente’ da arqueologia

1994 Casos, acasos, ocasos

1995 A verdadeira importância das gravuras do Côa
1995 a.C./d.C.: As leis do património e a arte rupestre do Côa
1995 ” Les jeux sont faits”
1995 O lado oculto do Côa

1996 Côagitações

1997 Arqueologia: falta cumprir o essencial

1999 Arqueologia e museus em Portugal desde finais do século XIX

2000 Entrevista
2000 Um escândalo exemplar na ribeira de Muge

2001 Vale do Côa: Museu ou luna-parque

2002 Não há humanidade sem memória. Somos o fruto do nosso passado. Entrevista

2005 Achados fortuitos, detectores de metais e arqueologia

2010 As origens da arqueologia científica portuguesa no século XIX
2010 1926 a 1936: instalação da ‘ordem nova’ e a arqueologia portuguesa
2010 Arqueologia e impactes ambientais: o beijo da aranha

2011 Ródão, há quatro décadas, um eixo vertebrador do ‘meu mundo’

2019 Prática e teoria na história da arqueologia portuguesa
2019 Percursos que importa partilhar. Entrevista

2020 Debutar para a arqueologia nos idos de 70 do século passado
2020 Optimismo e pessimismo em arqueologia


Património

1990 A Igreja e o património
1990 Regionalização e património cultural
1990 Rusticar
1990 As Corporações do Património
1990 Património cultural e ambiente: um divórcio profundo

1991 Património Cultural: uma nova etapa

1993 A estrutura administrativa do Estado e o património Cultural
1993 Património cultural e aparelho de Estado: A quadratura do círculo

1995 Projecto de Lei do Património Cultural: a golpada

2001 Nova lei do património cultural: optimismo… moderado

2003 A política de património cultural da esquerda no contexto da luta contra uma concepção empresarial do Estado
2003 Em defesa de um equilíbrio institucional na área do património
2003 Património cultural e aparelho de Estado: avançar, recuando?
2003 Seremos sempre nós, na nossa abundância, os destinatários de todos os saques

2010 100 anos de políticas de Património Cultural: A República falhou?

2011 A nova Direção Geral do Património Cultural: recuo ou avanço?

2012 A DGPC é um monstro administrativo. Entrevista.
2012 Interesse Público e Actividades Comerciais em Monumentos e Museus

2013 Retórica e realidade: a governamentalização do Conselho Nacional de Cultura

2014 Ingressos em museus e monumentos: desvario e miopia
2014 O 25 de Abril e a (re)invenção do património cultural português

2015 Belém: um lugar com muitas explicações
2015 Cultura e património cultural: ideias para o futuro
2015 Cultura: até que ponto mudar significa… mudar mesmo
2015 Património Cultural e Museus: visão estratégica

2016 Ainda os preços de entrada em museus e monumentos de Sintra e Belém-Ajuda
2016 Elites e povo, vistos de Baleizão
2016 Ideologia e ‘prática’ na gestão dos monumentos nacionais
2016 Sucesso e insucesso na gestão de monumentos e museus nacionais

2017 A tragicomédia da descentralização, ou de como se arrisca estragar uma boa ideia
2017 Cultura: tudo será feito… quando calhar ser feito
2017 Descentralização e regionalização: será pedir muito, se pedirmos transparência?
2017 Descentralização, património cultural e museus: pensar primeiro, fazer depois
2017 Luzes e sombras em vésperas do Ano Europeu do Património Cultural
2017 Património cultural e museus: o que está por detrás dos ‘casos’?
2017 REVIVE: o diabo começa nos detalhes e acaba na venda da alma
2017 Panteão Nacional… conversa e desconversa.

2019 Entre o fazer vista e o fazer mesmo: a propósito do Ano Europeu do Património Cultural

2020 As ruínas da mesquita e a decrepitude da DGPC
2020 Devolver património, sim, não talvez… Mas devolver o quê e a quem?
2020 Museus e património: precisa de um ‘golpe de asa’
2020 Museus, património cultural e ‘visão estratégica’
2020 O fétiche do racismo e a vandalização de ícones do passado
2020 Orçamento do Estado, Património Cultural e Museus: exercício ficcional
2020 Os museus e o património cultural antes, durante e depois do Covid-19
2020 Património Cultural: e de súbito o impensável

2021 Belém, arranjos florais e ‘infantil obsessão ideológica’
2021 Património cultural e sentimento de pertença
2021 Tempos de máscaras…
2021 A “idade adulta do património”


Museus

1989 A Aventura Humana. A propósito de uma exposição surpreendente

1990 Um museu para o meu bairro
1990 O que pedem os museus
1990 Museus municipais: um bom exemplo

1991 Museus na boa direcção

1997 ”Falta uma política museológica para a arqueologia”. Entrevista

1998 Convite ao Museu. Conversa com Luís Raposo. Entrevista

2004 Museus e Patrimónios Nacionais

2007 Gratuidade dos museus nacionais: um debate em aberto

2008 Do “Museu-armazém” ao “Armazém-museu”

2011 Museus Nacionais: Comecar de novo

2012 Museus e Cidadania: um diário

2013 Os museus portugueses entre a festa e a desventura.
2013 Acessos a museus e monumentos: o caos instituído.

2014 A economia dos museus e dos parques temáticos, na América e na ‘Velha Europa’
2014 Acerca da autonomia de arquivos e museus
2014 Alguns dados estatísticos sobre os museus portugueses: contexto europeu e dinâmicas internas
2014 As ‘grandes exposições’, os museus e o provincianismo nacional

2015 Coches corporações e má política
2015 Museu: a Fénix sempre renascida
2015 O futuro dos museus visto do outro lado do Atlântico
2015 Os museus, a crise e como sair dela

2016 Entrevista ao Dr. Luís Raposo
2016 Museus, visitantes e bandeiras
2016 Os três tempos da crise nos museus
2016 Responsabilidade social, investimento em arte e museus: os pontos nos is

2017 Estatísticas, museus e sociedade (1): o longo prazo
2017 Estatísticas, museus e sociedade (2): o curto prazo

2018 O que significa ser profissional de museus, hoje?
2018 Os ‘10 melhores museus portugueses’ na escolha da TripAdvsior®
2018 Os museus e o mundo virtual: amigos ou inimigos?

2019 A última desenhadora do Museu Nacional de Arqueologia?
2019 Afinal o que é ‘ser museu’ na definição do ICOM?
2019 O Museu como território de afectos, duas décadas depois de criado o Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia
2019 O que são e para que servem os museus, na definição do ICOM

2020 Quem pode ser director de museu?
2020 Ainda o Museu do Aljube e o papel dos ‘museólogos’
2020 O ‘novo normal’ nos museus
2020 O que podem fazer os museus, estando encerrados?
2020 Os equívocos da museologia e da patrimoniologia
2020 Que museus depois da pandemia?
2020 Restos humanos em colecções de museu: um tema complexo em que importa reflectir

2021 Os ‘grandes museus’ perante o mundo que aí vem
2021 Museus, Covid-19, curto e longo prazo
2021 Elogio do perfil de conservador de museu
2021 Museus: tempo de esperança


AUTOR:

LUÍS RAPOSO – Arqueólogo, especialista em Pré-História Antiga (Paleolítico). ■ Presidente do ICOM Europa (Aliança Regional Europeia do Conselho Internacional de Museus), desde 2016, e antigo Presidente da Comissão Nacional Portuguesa do ICOM (2009-2014). ■ Dinamizador do Movimento Associativo da Arqueologia, Museus e Património Cultural. Promotor e membro do secretariado permanente da Plataforma pelo Património Cultural (PP-Cult). ■ Responsável do Sector de Investigação no Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa, Portugal (desde 2013) e antigo Director (1996-2012). Vice-Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses (desde 2014) e antigo Presidente da Associação Profissional de Arqueólogos (1998-2000). Professor do Ensino Preparatório e Secundário (1975 a 1985). Professor Convidado da Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Departamento de História (2005-2014), do Instituto Politécnico de Tomar (1999-2005) e da Universidade Lusíada (1985-1991). Membro do Conselho Editorial de diversas revistas científicas, em Portugal e no estrangeiro. Orientador de estudos de pós-graduação de bolseiros de investigação. Membro de júris de mestrado e doutoramento em universidades portuguesas e estrangeiras. ■ Autor ou co-autor de manuais universitários e obras de síntese nos domínios da Arqueologia, da História e da Museologia. Autor de numerosa bibliografia sobre a Pré-História, Arqueologia e Museologia, publicada em monografias e revistas da especialidade nacionais e estrangeiras.

Detalhes:

Ano: 2021
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 596
Formato: 23x16
ISBN: 9789895660889
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