Fernando Namora “e não sei se o mundo nasceu”

Cadernos Nova Síntese




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Coordenação: Paula Morão

Sinopse:

Celebrando-se em 2019 o centenário do nascimento de Fernando Namora (1919-1989), desenvolveram-se em várias sedes actividades dando conta da efeméride, actualizando o estado da arte no que respeita à vida e à personalidade do escritor, incluindo a sua biografia e o seu percurso de cidadão e de profissional da medicina, conjugando elementos pessoais e contexto em que decorreu a sua vida literária. O Congresso Internacional Fernando Namora – “e não sei se o mundo nasceu” integrou se nesse esforço de renovada memória do Escritor, para tal reunindo os esforços conjugados de várias instituições, reforçando os laços firmes e já duradouros entre o Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), o Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira), a Associação Portuguesa de Escritores e a Casa-Museu Fernando Namora (Condeixa) ¶ (…)¶ Salienta-se a indispensável relação de Namora com o contexto em que foi produzindo os seus textos: por um lado, interrogando a consciência histórica e de cidadania que perpassa a sua relação com o Neo-Realismo, daí resultando uma revisão de lugares-comuns que persistem e é necessário criticar; por outro lado, focando o crescimento do escritor-pessoa que vemos complexificando-se desde a evocação das suas origens aos tempos de Coimbra, à experiência do jovem médico e à maturidade que os modos de escrita vão demonstrando. ¶ Torna-se claro, por exemplo, que os géneros e subgéneros que praticou, sobretudo na narrativa mas também com incursões no registo da poesia, vemos Namora a percorrer uma paleta estilística muito ecléctica, sempre com resultados de alta qualidade a que os estudos de caso dão a devida atenção. ¶¶ (…) ¶¶ A figura de Namora fica, esperamos, iluminada pelo halo persistente da sua actualidade como artista e como escritor, da sua inteireza e, sobretudo, da necessária recuperação do que escreveu para os escaparates (como vem sendo feito na reedição em curso das obras na Caminho, sob a orientação sábia e segura de José Manuel Mendes). A par de companheiros vindos da juventude e de outros que se lhes juntam ao longo do caminho, a paleta da literatura contemporânea em Portugal não pode dispensar o seu gosto firme, a sua escrita dúctil em todos os registos, o modo múltiplo do seu lugar cimeiro num século XX que nos dá rosto e consistência. ¶¶¶ [PAULA MORÃO]

Índice:

Apresentação
Paula Morão

Sobre a narrativa breve em Fernando Namora
Carlos Reis

Literatura e Medicina em Fernando Namora
José Manuel Mendes

Diálogo em Setembro e a projecção da figura de escritor em Fernando Namora
Carina Infante do Carmo

Fernando Namora, os começos
Paula Morão

A cidade solitária de Fernando Namora
António Manuel Ferreira

Monsanto, inquietação e redenção para Fernando Namora
Armindo Nunes Pires

Fernando Namora e as viagens literárias: da Terra à Casa, do Fogo ao Rio
Fernando Batista

Fernando Namora ou a arte de desengravatar teorias
Isabel Cristina Pinto Mateus

Fernando Namora: o escritor implicado no seu tempo
José Cândido de Oliveira Martins

No tempo da «medicina mágica»: leituras de Retalhos da Vida de um Médico I
Maria de Lurdes Morgado Sampaio

O filme da leitura e a leitura do filme – O Domigo à Tarde de Fernando Namora e o de António de Macedo
José Manuel de Vasconcelos

Abalos e sacrifícios: Fernando Namora e a defesa do Neo-Realismo
Rita Patrício

Fernando Namora: do humanismo interferente ao tema do homem enclausurado no labirinto humano
Vítor Pena Viçoso

A reflexão sobre a escrita e o escritor na obra autobiográfica de Fernando Namora
Yana Andreeva

Fernando Namora censurado
Paulo Marques da Silva

Fernando Namora: o rosto dinâmico
Susana João Carvalho

Detalhes:

Ano: 2020
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 208
Formato: 23,5x17,0
ISBN: 9789895660247
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