Ritmos Afectivos nas Artes Performativas




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Autoria: Ana Pais

Sinopse:

Como se estabelece a relação entre cena e público na sua dimensão afectiva? Que elementos criam e condicionam essa relação? Que papel desempenha o espaço cénico, a arquitectura da sala ou a configuração sensorial? E como se processa essa relação? Que impacto tem no público e, inversamente, em quem está em cena? Como nomear e descrever essa dinâmica sensível e irrepetível? Que tipo de vocabulário poderá descrever a qualidade sentida da experiência teatral? Por que razão os actores, performers ou bailarinos, geralmente, têm dificuldades em traduzir por palavras o que sentem quando estão em cena? Este livro procura responder a estas e outras questões relativas à relação entre actores, performers e bailarinos e o público, do ponto de vista do movimento recíproco dos afectos gerado em cada espectáculo. ********************************************************* É um bocadinho como se houvesse uma corda esticada entre nós e eles, que andamos a puxar para um lado e para o outro. Eles não largam a corda e estão a puxar a corda connosco. Estamos a fazer o mesmo trabalho, estamos ali todos ao mesmo tempo. Se eles largam a corda, pronto, perdemos a coisa. [Vera Mantero (bailarina e coreógrafa)] ********************************************************* Se houvesse uma forma de representar esquematicamente o público e o seu efeito sobre nós, e o efeito do público sobre como isso afecta o momento da representação, Quizoola! é a peça mais aberta a isso, é o circuito de electricidade mais aberto entre os performers e o público, que gira e gira... [Terry O’Connor (actriz da Companhia Forced Entertainment)]

Índice:

Agradecimentos


| Capítulo 1

Introdução: Cartografia de um território invisível
A relação cena-público
A cena: produção de efeitos
O público: percepção de efeitos
Modelos de participação
O encontro
A Teoria dos Afectos – paradigma emergente
Conceitos
Materiais e métodos


| Capítulo 2

Contextualização da relação cena-público
Figurações culturais do público no Teatro Ocidental
Noção clássica: a passividade como estado receptivo
Antiguidade: sangue, espíritos e emoções
Do Renascimento ao Barroco: hierarquias do espaço
Os mecanismos das emoções
Noção moderna: a passividade do espectador como inacção e confinamento
Wagner e a manipulação da atenção
Zola e o isolamento do actor
Disciplina do público e a ideia de nação
A fisiologia das emoções
Questionando a passividade do espectador: as vanguardas
Das proto-performances modernistas aos anos 60/70
“Não basta atirar-lhes com maçãs” ou de como eliminar o público
O espectador contemporâneo: ambivalência, interacção, participação
Decisões, tarefas, estar presente
Público participante: percepção como actividade


| Capítulo 3

O movimento da comoção em três espectáculos contemporâneos
Aproximação a um movimento de afectos

1. Partituras afectivas: Até que um Dia Deus é Destruído pelo Extremo Exercício da Beleza, de Vera Mantero e convidados
Abrindo crateras
Práticas radicais: a Beleza
Padrão poético: entrelaçar corpo-palavra-espaço
Estratégia do estranhamento: escutando a coreografia
Estratégia encantatória: you do something to me

2. Temporalidades afectivas: Gob Squad’s Kitchen (You’ve Never Had it So Good), de Gob Squad
Materializar fronteiras para as subverter
Intimidade mediada
Recriações (reenactments) como práticas de encontros íntimos

3. Paradoxos do teatro imersivo: Sleep No More, de Punchdrunk
Condições de imersão
Sleep No More: o espectáculo
Atmosferas sensoriais: espaços tácteis e enredos sonoros
O espectador-voyeur


| Capítulo 4

Comoção: a relação cena-público como um movimento conjunto de afectos
Sabem porque sentem
“Lá”: o lugar do acontecimento poético
Sentir o público
Ressonância afectiva
Atenção e tensão
Ritmos
A circulação de afectos no acontecimento teatral e suas implicações estéticas


| Concluindo

| Bibliografia




AUTORA:

Ana Pais é investigadora de pós-doutoramento em artes performativas (bolseira FCT). É autora de O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (Colibri 2004). Editou a antologia Performance na Esfera Pública (Orfeu Negro 2017) e o ebook Performance in the Public Sphere (www.performativa.pt). Foi crítica de teatro entre 2003 e 2004 nos jornais Público e Expresso. Entre 2005 e 2010, leccionou na Escola Superior de Teatro e Cinema. Como dramaturgista, colaborou com criadores de teatro e dança em Portugal. Concebeu, coordenou e produziu vários eventos de curadoria discursiva, dos quais destaca o ciclo de conferências “O Poder dos Afectos” (Culturgest 2015) e o “Projecto P!” (Lisboa, 10-14 Abril 2017). É investigadora integrada no CET/FLUL e colaboradora do INET–MD, ambos centros de investigação da Universidade de Lisboa.

Detalhes:

Ano: 2018
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 266
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-773-4
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