Memórias de um Assassinato em Montemor-o-Novo

Radiografia de uma Luta pela Liberdade




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Autoria: Carlos André

Sinopse:

Os cerca de 300 manifestantes concentrados em frente da câmara municipal de Montemor-o-Novo clamavam “Queremos trabalho e pão!”, quando um dos tiros disparados da varanda do edifício atingiu com precisão, na nuca, José Adelino dos Santos que, no momento se tinha voltado para falar com alguns companheiros. Um tiro que não foi obra do acaso, mas dirigido para aquele trabalhador, vigiado e perseguido pela PIDE e pela GNR, desde o início dos anos 40, e que as forças repressivas sabiam ser um dos principais organizadores do protesto. ¶ José Adelino dos Santos, nascido em Santiago do Escoural, em 1912, fora preso pela primeira vez em 1945, tendo cumprido três meses de cadeia em Caxias. Regressado a Montemor, este corajoso militante comunista voltou à luta e tornou a ser detido em 1949 (3 de Julho) e depois de passar por Caxias e pelo Aljube foi julgado 7 meses depois (25 Fevereiro 1950), sendo condenado a 20 meses de prisão em Peniche, terminando a pena em 25 de Novembro de 1951. Foram-lhe aplicadas medidas de segurança e ficou em liberdade condicional até 2 de Agosto de 1956. ¶ Do que foi a sua vida de lutador e das circunstâncias do seu assassinato nos dá conta este trabalho de Carlos André, numa oportuna evocação dos acontecimentos de 23 de Junho de 1958, tendo para o efeito recolhido valiosos testemunhos presenciais ou de que acompanhou de perto a luta e resistência ao fascismo dos trabalhadores rurais de Montemor.

Índice:

Prefácio
Introdução
Prólogo
Nos trilhos de Abril
A oficina, o Avante e a vida em sobressalto
Um pioneiro da resistência
Memórias de Caxias
Os resistentes
Nunca se fez justiça
O alvo certo
Notas Biográficas
Documentos



O AUTOR

Carlos André é natural de Montemor-o-Novo. Após um longo período da sua vida passado em França regressou a Portugal em 1993. Desde essa data, é colaborador permanente e sócio da Publimor, proprietária do jornal “Folha de Montemor”. Licenciou-se em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. ¶ Em 1990 integrou a equipa da organização “Médicos sem Fronteira” durante um ano em Moçambique, então em plena guerra civil, como responsável logístico da missão na província da Zambézia. Em 1991, na primeira guerra do Golfo, coordenou o Programa de Assistência Humanitária aos refugiados Curdos na Turquia e norte do Iraque. ¶ Mais tarde, em 1998 e 1999, com a organização portuguesa oikos, Cooperação e Desenvolvimento, participou no programa da União Europeia de ajuda à saúde pública de Cuba com base em Havana. ¶ Desde 2004 reside em Lisboa onde trabalha no Hospital de Santa Maria até à data.

Detalhes:

Ano: 2017
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 76
Formato: 21x15
ISBN: 978-989-689-680-5
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