João Inocêncio Camacho de Freitas

Governador e Capitão do porto do Funchal




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Sinopse:

Este é um livro diferente. Incide sobre João Inocêncio Camacho de Freitas, um homem de uma religiosidade profunda que nutria uma grande admiração por Salazar. Sentidamente um adepto do regime ditatorial do Estado Novo. ¶¶ Um homem com ideias próprias, específicas e até diferentes e discordantes em algumas matérias de interesse para a Madeira, com relevo para os portos e, em especial, o do Funchal. ¶¶ Não eram, por conseguinte, ideias políticas discordantes, eram de natureza técnica, mas não deixavam de ser discordantes e, por isso, pouco toleradas. ¶¶ Pensava o futuro do porto do Funchal como uma infraestrutura básica e fundamental do desenvolvimento da Ilha. ¶¶ E, nesse contexto, avançou propostas que melindraram os poderosos do regime, que olhavam para o porto numa visão míope de simples porto de tráfego de mercadorias ou ainda pior, um investimento (público) para servir os interesses da Empresa Insulana de Navegação. ¶¶ Camacho de Freitas tinha uma visão para o desenvolvimento económico da Madeira que destoava e, nela, assentou a defesa das obras do porto que preconizava. ¶¶ Mas, também, em domínios como o da colonia, da cana do açúcar, do aproveitamento das águas e outros, apresentou ideias suas, admitindo ele próprio que essas ideias não convergiam, por exemplo no caso da colonia, com as do Presidente da Junta de Colonização Interna. ¶¶ Camacho de Freitas não foi a lado nenhum com essas ideias. Perdeu em todas as frentes, porque não tinha influência bastante e também porque elas chocavam com a matriz de Salazar. Camacho de Freitas tinha ideias desenvolvimentistas. Durante algum tempo, viveu na ilusão de poder obter algum apoio de Salazar. Não percebeu logo o disfarce. ¶¶ Ainda, hoje, a Região da Madeira continua a sofrer os efeitos de más decisões acumuladas ao longo dos anos, por exemplo sobre o porto do Funchal.

Índice:

1. Como aconteceu este livro


Primeira Parte – João Inocêncio Camacho de Freitas Capitão do porto do Funchal


2. Camacho de Freitas – Capitão do porto do Funchal

2.1 Capitão do porto e Director do porto

2.2 Cartas de Camacho de Freitas a Salazar
Uma perspectiva global
As Cartas mais em concreto
A célebre carta-relatório de 21 de Dezembro de 1949

2.3 Cartas anexas
Primeira carta de Camacho de Freitas a Salazar
Carta de 20 de Janeiro de 1950
Carta de 18 de Maio de 1950
Carta de Camacho de Freitas ao Dr. José Manuel da Costa – chefe de gabinete de Salazar


Segunda Parte – Projectos do porto do Funchal

3. Ampliação do porto do Funchal – Propostas Comparadas
De forma muito sucinta
Considerações de Horácio Faria Pereira sobre os três esquemas de projectos
Objecções colocadas ao Projecto de Inocêncio Camacho
de Freitas

3.1 Anexos a este capítulo

3.2. Conclusões



Terceira Parte – João Inocêncio Camacho de Freitas Governador Civil do Funchal


4. Camacho de Freitas, o longo “Consulado” como Governador do Distrito

4.1 As Cartas e os seus conteúdos
Funções de Governador sem surpresa de maior
Nota sobre a Companhia da Aguardente da Madeira
Memorial
Carta de cortesia
Propostas na área financeira
Encumeada-proposta de monumento a Salazar
Carta-balanço do primeiro ano de Governação
A Entrevista de 27 de abril de 1954 sobre as obras do porto do Funchal
A aquisição da Quinta das Angústias
Exposição a Salazar sobre a colonia
De novo a questão da colonia
O problema dos aeródromos.
Breve nota de enquadramento/ligação
As festas de fim de ano
Envio de orquídeas a Salazar
De Joanesburgo para o Funchal
Carta a Salazar sobre Manuel Pestana e José Pestana
Capela Imperador Carlos de Áustria


5. Desconfiança e intrigas madeirenses


6. A Revolta da Água
A revolta da água na Lombada da Ponta do Sol
Desfecho da revolta da água


7. Elementos sobre a vida militar de João Inocêncio Camacho
de Freitas

7.1 Carreira Militar na Marinha
Algumas notas

7.2 Ordens da Armada
Ministério do Interior

8. Fontes e Bibliografia



Índice Poemas

Cada um Cumpre o Destino que lhe Cumpre – Ricardo Reis

Dez Réis de Esperança – António Gedeão

Daqui deste meu porto – Maria Ganhão Pereira



AUTOR:

João Abel de Freitas natural da Madeira, economista. Director do Gabinete de Estudos e Prospectiva (1998-2003) e da Revista Economia & Prospectiva (1999-2003) – Ministério da Economia. ¶¶ Membro da Junta de Planeamento da Madeira em 1975 (Abril/Setembro) com a responsabilidade das áreas de economia e finanças. Membro da Comissão do Salário Mínimo para as então Ilhas Adjacentes (1974). ¶¶ Foi/é consultor da UNIDO e de empresas portuguesas e estrangeiras. ¶¶ Ao longo da sua vida profissional, tem publicado artigos de natureza económica, social e política na imprensa portuguesa e em algumas revistas e jornais estrangeiros. Participou ainda com trabalhos seus em obras/livros colectivos sobre economia portuguesa. ¶¶ Sobre a Madeira, tem publicado alguns trabalhos de análise económica, política e social: Madeira que Futuro? (1984); A Madeira na História (co-autor) – 2008; A Revolta do Leite. Madeira 1936 em 2011; A Madeira na Segunda Guerra Mundial em 2013; Salazar na crise da banca Madeirense (2014); A Madeira nos Tempos de Salazar – A Economia 1926-1974 em 2015. ¶¶ Mais recentemente e de forma não regular tem colaborado com o Diário de Notícias do Funchal e com a revista ISLENHA da Direcção Regional da Cultura.

Detalhes:

Ano: 2017
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 158
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-652-2
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