Fotografia e Cinema Moderno

Os Cineastas Amadores do Pós-Guerra




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Autoria: Luís Mendonça

Sinopse:

Na transição da fotografia para o cinema, um grupo de nova-iorquinos operou uma revolução silenciosa no coração da linguagem do cinema. Sustenta-se nestas páginas a ideia de que não podemos pensar o cinema moderno ignorando a especificidade estética e as circunstâncias sociais e políticas da fotografia de rua nova-iorquina do pós-guerra. Por trás de Jean-Luc Godard, François Truffaut, Jean Rouch, Jonas Mekas ou John Cassavetes existe uma história clandestina de fotógrafos que se aventuraram no cinema e aí convocaram a liberdade da fotografia. Produziram, com isso, antes de toda a gente, um verdadeiro “cinema de rua” saído do contexto do pós-guerra e que, nalguns casos, realizou de facto alguns dos preceitos realistas de André Bazin e Siegfried Kracauer * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * Entre um cinema ainda feito sob o signo da Hollywood clássica, o impacto do neo-realismo italiano, a Nouvelle Vague, o cinema directo e o New American Cinema, os outsiders e “amadores” Morris Engel, Ruth Orkin, Helen Levitt, James Agee, Lionel Rogosin, Weegee e Rudy Burckhardt encontraram nas ruas as coordenadas de um cinema livre que pensa em fotografias. É a partir deste “lugar sinóptico” que se propõe a modernidade cinematográfica como (est)ética fotográfica. Este livro guarda ainda uma inesperada dedicatória a um homem de todos os tempos que mais do que ter sido do cinema se confundiu (ainda se confunde) com o cinema ele mesmo: Charles Spencer Chaplin.

Índice:

Introdução

Capítulo I: Cinema e realismo
1.1. O(s) realismo(s) de Bazin
1.2. Entre realismos: de Chaplin a Rossellini
1.3. O escudo de Kracauer
1.4. Realismo básico

Capítulo II: A invenção da modernidade
2.1. A fuga entre imagens em Little Fugitive
2.2. A práxis realista e a invenção da Nouvelle Vague
2.3. ‘To Bea or not to Bea’: a criança depois de Little Fugitive
2.4. O alguém da voz e a invenção do cinema directo

Capítulo III: A rua e o trauma
3.1. In the Street e In the Street: na pele da cidade
3.2. The Quiet One: espelho contra espelho
3.3. James Agee: imagens escritas a preto-e-branco
3.4. A representação interdita da Shoah e as (tres)leituras da modernidade
3.5. Lionel Rogosin: Auschwitz, todos os dias

Capítulo IV: Metáforas da visão
4.1. O problema da vanguarda
4.2. Weegee: do punch fotojornalístico ao estado gasoso da imagem
4.3. Rudy Burckhardt e Joseph Cornell: a cidade em movimento

Conclusão

Bibliografia

Filmografia

Anexo de Imagens



AUTOR:

Luís Mendonça, nascido em Lisboa em 1986, doutorou-se em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sob orientação da Professora Margarida Medeiros. Realizou o mestrado na mesma área e pela mesma faculdade, na especialidade de Cinema e Televisão, tendo como orientador o Professor João Mário Grilo. Licenciou-se em Comunicação Social (curso pré-Bolonha) pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Deu aulas no âmbito de Cursos Livres concebidos por si em colaboração com colegas da área do cinema e da fotografia. Escreveu vários artigos e participou em inúmeros colóquios sobre cinema, fotografia e filosofia da imagem. Organizou ciclos de cinema e debates. Realizou vídeos, ensaios audiovisuais e a curta-metragem Lugar / Vazio (2010), filme mostrado no festival Panorama e exibido na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema. Foi um dos fundadores do site de reflexão e comunhão cinéfila "À pala de Walsh".

Detalhes:

Ano: 2017
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 264
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-655-3
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