A Organização Arquivística

O Fundo Administração do Concelho de Torres Vedras




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Sinopse:

No presente estudo, A organização arquivística: o fundo Administração do Concelho de Torres Vedras (2009), Suzete Lemos Marques regressa a um tema clássico de natureza técnica e comummente abordado na Ciência da Informação, mais concretamente, no campo disciplinar da Arquivística. Este é um trabalho de natureza historicista e tecnicista, enquadrável no paradigma custodial, tão necessário e pertinente para a promoção do acesso à informação acumulada nos arquivos municipais e, neste caso particular, do Arquivo Municipal de Torres Vedras. Pois não chega afirmarmos o princípio do livre acesso à informação se, no momento seguinte, anularmos esse acesso pela não organização da informação aí acumulada e, consequentemente, a sua não comunicação. Aqui reside uma das maiores contradições dos arquivos, de que a porta aberta não é condição suficiente para garantia do acesso à informação. ¶ Por se tratar de um estudo pioneiro e, nesta medida original, bem conduzido, coerente e rigoroso, justifica-se plenamente a sua publicação, estando, natural e duplamente, a autora de parabéns. ¶¶ Com o presente estudo iniciam as Edições Colibri uma coleção – Ciência da Informação (CI) – em parceria com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, coleção que pretende ser a montra de muitos trabalhos finais de mestrado e doutoramento em Ciência da Informação, assim como de reunião de estudos dispersos de docentes e investigadores incontornáveis na área da Ciência da Informação. Um projeto pioneiro em Portugal, quer do ponto de vista editorial, quer do ponto de vista académico, que acolheu também, neste primeiro número, o apoio do Município de Torres Vedras, entidade igualmente detentora de uma política editorial exemplar e distinta.

Índice:

PREFÁCIO
INTRODUÇÃO
1. Considerações gerais
2. O objecto de estudo
3. Objectivos gerais e específicos
4. O Arquivo Municipal de Torres Vedras


PARTE I. A ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA

Introdução

1. A organização física e intelectual

2. A descrição

3. A normalização
3.1. A normalização na descrição
3.2. A Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística – ISAD(G)
3.3. A Norma Internacional de Registo de Autoridade Arquivística para Pessoas Colectivas, Pessoas Singulares e Famílias – ISAAR(CPF)
3.4. A Norma Internacional para a Descrição de Funções – ISDF
3.5. A Norma Internacional para a Descrição de Instituições que Custodiam Fundos de Arquivo – ISDIAH
3.6. Análise crítica às normas internacionais

4. O acesso à informação
4.1. Instrumentos de descrição documental
4.2. As tipologias dos instrumentos de descrição documental
4.2.1. Os guias
4.2.2. Os inventários
4.2.3. Os catálogos
4.3. As Orientações para a Preparação e Apresentação de Instrumentos de Descrição
4.4. A publicação dos instrumentos de descrição documental


PARTE II. ORGANIZAÇÃO DO FUNDO ADMINISTRAÇÃO DO CONCELHO DE TORRES VEDRAS

Introdução

1. O fundo Administração do Concelho de Torres Vedras
1.1. Caracterização do fundo
História administrativa e custodial
Âmbito e conteúdo
Datas de acumulação
Tipo e n.º de unidades de instalação
Fundo(s) relacionado(s)
Acessibilidade

1.2. Metodologia da organização do fundo
1.2.1. Pesquisa bibliográfica e documental
1.2.2. Higienização da documentação
1.2.3. Análise da documentação
1.2.4. Elaboração do quadro de classificação
1.2.5. Ordenação dos documentos
1.2.6. Descrição da documentação e da informação
1.2.7. Instalação e identificação da documentação em unidades de instalação
1.2.8. Instalação da documentação no depósito
1.2.9. Elaboração do instrumento de descrição documental: Inventário
1.2.10. Comunicação e difusão do fundo Administração do Concelho de Torres Vedras

2. Subfundos e outros fundos
2.1. O subfundo Comissão de Inquérito Industrial de Torres Vedras
2.2. O subfundo Comissão Reguladora dos Preços dos Géneros Alimentícios de Torres Vedras
2.3. O fundo Comissão da Estatística Agrícola do concelho de Torres Vedras
2.4. O fundo Comissão de Saúde de Torres Vedras


PARTE III. O ARQUIVISTA

Introdução

1. O que é um arquivista? Resposta a um cidadão comum

2. A formação

3. O impacto das novas tecnologias na profissão

4. As competências profissionais

5. O papel do arquivista na sociedade da informação

CONCLUSÃO

BIBLIOGRAFIA

ANEXO Fundo Administração do Concelho de Torres Vedras: Inventário

ÍNDICE DE QUADROS

ÍNDICE DE FIGURAS





AUTORA:

Suzete Lemos Marques nasceu a 28 de Dezembro de 1982. É natural da cidade de Pinhel, onde cresceu e viveu a sua infância. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Clássicas (ramo científico), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde prosseguiu os seus estudos, especializando-se em Ciências da Documentação e da Informação, com um mestrado em Arquivística. Trabalhou em alguns arquivos de referência, como o Arquivo Municipal de Torres Vedras e o Arquivo Histórico Parlamentar, tendo sido também colaboradora da EAD, Empresa de Arquivo e Documentação. ¶ Em 2013, optou por regressar definitivamente às suas origens beirãs, a Pinhel, onde vive actualmente, com a expectativa de encontrar oportunidades na sua área profissional. Segundo o seu testemunho, há muita documentação a exigir organização arquivística, mas também muita falta de sensibilidade para esta matéria por parte das entidades competentes... ¶ Desde essa altura, iniciou uma carreira artística dedicada à preservação e divulgação da música de raiz tradicional portuguesa, tendo integrado projectos de recolhas etnográficas no distrito da Guarda, dando assim o seu contributo para a salvaguarda do nosso património imaterial.

Detalhes:

Ano: 2016
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 244
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-076-6
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