Representações da Morte no Conto Tradicional Português




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Sinopse:

“A morte dos contos de tradição oral portuguesa não corresponde, como pode parecer, a uma sensibilidade que permite extravagâncias violentas, metamorfoses e revivescências num universo ingénuo e irracional, castigos que ignoram os direitos humanos e incitam requintes de malvadez.” (…) “Pelo contrário, e talvez mais do que na vida real, a morte no conto de tradição oral faz sentido. E talvez também faça sentido não a esconder em nome de uma sensibilidade que preferiria esquecê-la, não a condenar ao desaparecimento através das suas actualizações, não permitir que desapareça das sessões de contos, das tertúlias, dos espectáculos, das adaptações literárias. Talvez esteja aí a sua pertinência: dar sentido a algo difícil de compreender.”

Índice:

Nota Prévia

Prefácio

Introdução

1. Morte domesticada vs morte invertida

2. A morte personificada
2.1. “A Ti’ Miséria”
2.2. “A Morte Madrinha”
2.3. “A Morte e a Sorte”
2.4. “O Escuro, o Vento e a Morte” e “Os Mensageiros da Morte”
2.5. “A Reza sem Fim” e “O Mais Forte”
2.6. “A Terra Onde Ninguém Morre”
2.7. Quem é esta mulher?

3. A morte acontecimento
3.1. A reversibilidade da morte do herói
3.1.1. Unguento
3.1.2. Plantas
3.1.3. Sangue
3.1.4. Animais
3.1.5. Milagre e magia
3.1.6. A morte/sono
3.1.7. A morte passagem
3.2. A irreversibilidade da morte do vilão

4. Além
4.1. Seres do além
4.2. Espaços do além
4.3. Entre os dois mundos

Conclusão

Bibliografia



O AUTOR:
Luís Correia Carmelo – Nasceu em Lisboa em 1976, mas foi no Brasil que cresceu até 1991. Licenciado em Estudos Teatrais e Mestre em Estudos Portugueses, com a dissertação que deu origem a este livro, é agora doutorando na Universidade do Algarve com um projecto de tese sobre a narração oral. É, ainda, investigador colaborador do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa. A sua actividade artística tem-se centrado na narração oral, realizando regularmente sessões de contos em bibliotecas, escolas, teatros e festivais, em Portugal e no estrangeiro, e desenvolvendo projectos como os Contapetes ou a Barraquinha dos Contos. Foi responsável por eventos como os Contos de Lua Cheia e o Encontro Internacional de Narração Oral em Évora, bem como por outras iniciativas de dinamização da arte de contar histórias.”

Detalhes:

Ano: 2011
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 122
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-077-3
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